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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sugestão de artigo

Treino complexo e de contraste... Bastante discutido na atualidade e que tem mostrado resultados satisfatórios no desempenho esportivo, desde que manipulado de maneira correta.


Artigo publicado na edição deste mês da Journal of Strength and Conditioning Research.




Neste estudo os autores analisaram os efeitos, em curto prazo, de um programa de treinos com o método complexo e de contraste no desempenho de salto vertical, sprint, e agilidade com jovens jogadores de futebol. Os sujeitos foram divididos em três grupos, os grupos 1 e 2 tiveram adicionado ao seu treino regular um programa de treinos com o método complexo de contraste durante seis semanas com uma e duas sessões por semana respectivamente, enquanto o grupo 3 manteve sua rotina normal de treinos.

O programa para cada treino consistia de três estações, nas quais era realizado um exercício geral, um multifuncional e um específico. Para melhor entendimento, o contraste era caracterizado pelas diferentes cargas em cada etapa das estações. Carga esta que era aumentada 5% de 1RM a cada duas semanas.

Ao final do programa foi identificado que os grupos 1 e 2 diminuiram significativamente seus tempos de sprint nos 5 e 15 metros e tiveram aumento significativo na altura atingida com o salto partindo da posição agachada, porém sem diferenças estatisticamente significativas entre estes grupos, ou seja, não houve diferença em fazer uma ou duas vezes na semana. Sendo assim, estes resultados sugerem que o método complexo de contraste adotado para o estudo é uma estratégia adequada quando se busca melhores resultados de potência e velocidade dos atletas.

A Equipe Só Fortalece sugere fortemente que os artigos aqui apresentados sejam lidos na íntegra e consequentemente outros semelhantes para um melhor entendimento e aprofundamento dos temas abordados. Fato que leva a uma atualização dos conhecimentos de profissinonais da área e simpatizantes.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Overtraining


Com os crescentes avanços na área das ciências do esporte, muitos fenômenos fisiológicos anteriormente administrados ao acaso tem sido compreendidos e controlados, de modo geral isso traz ganhos para atletas e treinadores.

A planificação do treinamento é uma ferramenta importante para estruturar esse processo de modo a conseguir os objetivos desejados em períodos de tempo relativamente ajustados às necessidades, e ainda para evitar o Overtraining que pode ocorrer em função de atitudes equivocadas na organização dos estímulos. O Overtraining, assunto principal da postagem em questão, é um problema para atletas e treinadores e requer cuidados tanto na prevenção quanto na recuperação, suas características básicas são perdas no rendimento, falta de motivação, entropia no ambiente interno, e baixas no sistema imunológico. Entre as causas mais comuns para o acontecimento do fenômeno em questão, pode-se citar a prescrição de estímulos em intensidades que fogem ao princípio da sobrecarga progressiva (iniciantes, atletas retornando após lesões, entre outros casos), descanso insuficiente entre os estímulos, alimentação insuficiente nos períodos de recuperação, a combinação entre intensidade e volume de treino elevados ou, ainda, a soma de dois ou mais dos motivos citados.

Além do exposto existe um grande leque de possibilidades e combinações que podem gerar Overtraining, em função disso deve-se estudar com empenho os princípios do treinamento desportivo, descritos de diferentes maneiras por diversos autores. Entre as diferentes divisões é importante respeitar alguns básicos como individualidade biológica, especificidade, sobrecarga progressiva e adaptação.

É importante saber identificar e até mesmo prever uma possível situação de Overtraining, e para fazê-lo existem métodos bastante simples e eficientes, como a mensuração da freqüência cardíaca de repouso (que se mostra bastante elevada nesses casos), falta de motivação por parte dos atletas, sintomas de quadros depressivos por parte dos mesmos, dificuldade em realizar tarefas anteriormente de fácil execução (níveis elevados de desconforto e fadiga). Além disso, medidas clínicas de lactato e catecolaminas no sangue podem predizer o surgimento do Overtraining.

Ainda mais importante que a identificação do problema é saber o que fazer para reverter o quadro, nesse contexto há algumas atitudes básicas a serem tomadas como dispensa das atividades de treino por períodos não menores que uma semana, banhos de imersão em água a 10º C em seguida das sessões de treino, períodos de sono noturno bem estabelecidos com 8 a 12 horas de duração e alimentação adequada.

Além do exposto, ao retomar as atividades deve-se atentar para não reincidir em erros que poderão fazer com que o sujeito retorne ao quadro desfavorável previamente descrito.