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terça-feira, 27 de abril de 2010

Treinamento Concorrente

O efeito de concorrência, ocorrido na situação de treinos com estímulos de resistência aeróbia e de força, objetivamente é determinado pela estimulação de dois tipos de fibras diferentes, as quais no período de recuperação irão competir pela compensação ao treinamento. Essa situação faz com que o organismo tenha que se adaptar de maneira insuficiente aos estresses provocados nele, não compensando satisfatoriamente o treino de resistência, tão pouco o treinamento de força. Portanto, esta interferência provoca uma demora na resposta do organismo ao métodos aplicados.
Leveritt et al. (1999) descrevem três fatores que podem apresentar ligação com a concorrência, sendo eles as hipóteses:
a) Crônica - reparos morfo-funcionais decorrentes exclusivamente do treino aeróbio são distintos do treino de força, o que não permite ao organismo assimilar os dois ajustes ao mesmo tempo;
b) Overtraining - relacionado ao volume de treinamento, pois o organismo não daria conta de adaptar-se aos dois métodos, tornando-se incapaz de promover ajustes simultâneos;
c) Aguda - o treino aeróbio provocaria fadiga residual comprometendo o posterior treino de força.
No livro Preparação física para atletas de judô (Franchini e Del Vecchio, 2008), os autores relatam que não há possibilidade de afirmação concreta destes mecanismos, porém durante a elaboração da prescrição de treinos, alguns aspectos podem ser analisados e organizados, sendo: i) intensidade do treino aeróbio e do treino de força; ii) volume do treinamento; iii) nível de condicionamento dos praticantes; iiii) ordem dos exercícios.

De maneira bastante simples e acessível, acreditamos que foi apresentado um aspecto bastante comum e importante quando da prescrição de treinos. Todavia, não acomodem-se com apenas estas informações.

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