Diversos estudos têm mostrado a relevância e a necessidade de inclusão do treino de força para melhorar o desempenho em diferentes modalidades tanto nas que dependem predominantemente da via metabólica aeróbia quanto da anaeróbia.
O presente estudo começa com a explanação de características básicas do ciclismo de estrada, bem como da correta interpretação da fisiologia do exercício. Partindo do ponto de vista de que o suprimento energético em diferentes momentos possui predominância, porém não exclusividade, de uma ou outra via metabólica, é de fácil compreensão a interação entre força e componente aeróbio, por exemplo.
Quanto maior a capacidade de força de um indivíduo menor será o gasto energético para uma tarefa, mesmo que contínua e com predominância aeróbia, isso se insere no conceito de economia de movimento.
No presente estudo foram incluídos ciclistas bem treinados, separados de forma aleatória em grupo controle e intervenção, aquele deu seguimento ao treinamento na bicicleta exclusivamente e este adicionou ao programa de treinamento o treino de força (4-10RM) duas vezes por semana durante 12 semanas.
Observou-se, ao final do estudo a capacidade aumentada de produção de potência em um sprint máximo (all out) com 5 minutos de duração, após 185 minutos de pedalada a 44% do VO2max.
E o aumento dos valores de 1RM no meio agachamento.
Além disso, o grupo que treinou força aumentou a economia de movimento, diminuindo variáveis como a quantidade de oxigênio consumida, a concentração de lactato e a FC para uma mesma atividade (ciclismo a 44% do VO2max) quando comparado às mesmas variáveis mensuradas antes da intervenção, e ainda, em relação ao pré e pós do grupo que não treinou força.

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