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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Suplementação de Creatina

Em função da recente liberação deste ergogênico pela ANVISA, no Brasil, a Equipe Só Fortalece busca colaborar no processo de compreensão do assunto.

A creatina é um aminoácido que é sintetizado de forma endógena a partir da glicina, arginina, metionina, e também pode ser obtido em pequenas quantidades através de uma dieta na qual se incluam proteínas animais, como carne e peixes. Ela é primeiramente armazenada no músculo como creatina livre e fosfocreatina. Curtos períodos de suplementação de creatina ( de 15 a 25gramas/dia por 5 a 7 dias) tem se mostrado relevantes para o aumento dos estoques dessa moeda energética, e isso, suporta o fato de que a capacidade de ressíntese de ATP através da fonte anaeróbia imediata (CP), durante exercícios de alta intensidade se mostre mais elevada. Outros estudos mostraram que não há diferença significativa dos benefícios gerados por dosagens de 3 gramas/dia em relação a doses maiores.

Têm sido reportada na literatura vigente a validade da suplementação de creatina para o aumento da força, bem como das capacidades de suportar sprints de altíssima intensidade.

É possível afirmar que há consenso na literatura sobre os efeitos benéficos agudos do uso de creatina no processo de treino, para ganho de massa muscular magra e força, principalmente. Porém faltam estudos capazes de acabar com dúvidas e lacunas do conhecimento, como por exemplo dosagem e efeitos crônicos acarretados pela utilização.

Alguns autores e fisiologistas têm discutido a possibilidade de sobrecarga dos sistemas renal e hepático, resultante de dosagens exageradas, podendo causar riscos à saúde de usuários, teoriza-se ainda sobre a combinação dosagem x tempo de uso, como importante fator a ser avaliado. Outro fator bastante discutido é o "quando usar", visto que a literatura têm apresentado alguns resultados positivos de suplementação de creatina para a saúde de idosos, e de maneira concomitante, têm sido apresentados os resultados competitivos aumentados de atletas de diferentes modalidades. Além disso deve ser considerado o nível de treinamento, danificação de tecidos e depleção de substratos energéticos que justifique a suplementação.

De modo geral, aconselhamos que busquem consolidar conhecimentos em bioquímica e fisiologia do exercício de modo a obter o embasamento necessário para saber interpretar e utilizar auxílios ergogênicos e, até mesmo, contribuir para o avanço da ciência.


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