É sensível na sociedade atual, sobretudo na área de abrangência dos profissionais de Educação Física, a crescente utilização de “auxílios ergogênicos”, que supostamente têm como objetivo o incremento da performance, particularmente no ganho de massa muscular magra. Porém deve-se ter clareza dos riscos e benefícios decorrentes de consumir ou prescrever determinadas substâncias, visto que inúmeros são os casos de iniciantes consumidores de suplementos sem nem mesmo haver completado o período de adaptação anatômica e de resistência geral, como evolução natural desse processo, observa-se indivíduos de nível “intermediário” e “avançado” consumindo dosagens exageradas de macro e micro nutrientes, sem que haja demanda metabólica por esses substratos.
Portanto, é fundamental que profissionais da área de Educação Física e Nutrição (clínica e ou esportiva) estejam aptos a auxiliar os indivíduos nesse contexto, evitando prejuízos financeiros, à saúde e até mesmo ao processo de treino. É indispensável que antes de pensar em nutrição avançada, complementos e suplementos, sejam trabalhados os componentes do treinamento, visto que se não há stress suficiente e/ou depleção de substratos, o aumento da ingesta de alimentos esportivos poderá sobrecarregar sistemas fisiológicos e até mesmo aumentar de maneira significativa o tecido adiposo dos “atletas”. Sabe-se, por exemplo, que não há diferença significativa, do ponto de vista de aumento de massa e força muscular, entre indivíduos que treinam três séries ou uma série na musculação, o que, então seria capaz de explicar que aumentar o consumo protéico pode aumentar a ressíntese de massa magra? Qual o sentido de “repor algo que não foi gasto”? Ou “abastecer um tanque cheio”?
De modo geral o público aqui contemplado é composto por homens, jovens, que buscam aumento de massa muscular com um único objetivo: Estética. E, a constante demanda social por essa variável, faz com que esse tipo de indivíduo siga dietas de fisiculturistas ou outros atletas de alto nível sem haver treinado nem mesmo 5% do que o criador ou usuário da dieta já treinou.
Sobre os suplementos propriamente ditos já foram apresentados aqui materiais sobre creatina e whey protein, a primeira altamente sugerida pela literatura (quando verdadeira), a segunda fortemente questionada, visto que os resultados científicos positivos têm sido encontrados apenas pelas empresas responsáveis por sua produção e comercialização. Estranho?
Há consenso na literatura de que altas ingestas protéicas não são responsáveis por aumentos no desempenho desportivo, inclusive, que atletas altamente treinados em força, cujos estímulos são extremamente agressivos ao sistema muscular esquelético, não precisam ingerir mais do que 3-4 gramas de proteína por quilo de massa corporal por dia. Além disso, para surpresa do senso comum, tem sido provada de forma consistente a relevância dos carboidratos na recuperação muscular. O que, entre outros fatores reforça a idéia de que na grande maioria dos casos dieta normal é suficiente ou excede o necessário para a manutenção do organismo durante os primeiros anos de treino.
Os diferentes tipos de suplementos são muito importantes para quem realmente precisa deles e, principalmente, por suas formas de ingestão facilitadas e esvaziamento gástrico facilitado (solúveis, na maioria dos casos), que possibilita uma absorção mais eficiente. Não acredite em fórmulas milagrosas, produtos e empresas que dizem fazer o trabalho do treinamento. Um tênis anatomicamente confortável, alguns pesos livres, força de vontade e o acompanhamento de um profissional qualificado o levarão a três coisas fundamentais: TREINO ADEQUADO, REPOUSO ADEQUADO, ALIMENTAÇÃO ADEQUADA. Isso é tudo que você precisa até chegar ao alto nível! Além é claro de grandes cargas de leitura.
A Equipe Só Fortalece, agradece a participação em mais uma enquete e se disponibiliza para o debate de idéias e contraposições!

Nada a ver com o tópico, mas não resisti:
ResponderExcluirStrength training improves 5-min all-out performance following 185 min of cycling
B. R. Rønnestad, E. A. Hansen, T. Raastad
To investigate the effects of heavy strength training on the mean power output in a 5-min all-out trial following 185 min of submaximal cycling at 44% of maximal aerobic power output in well-trained cyclists. Twenty well-trained cyclists were assigned to either usual endurance training combined with heavy strength training [E+S; n=11 (♂=11)] or to usual endurance training only [E; n=9 (♂=7, ♀=2)]. The strength training performed by E+S consisted of four lower body exercises [3 × 4–10 repetition maximum (RM)], which were performed twice a week for 12 weeks. E+S increased 1 RM in half-squat (P≤0.001), while no change occurred in E. E+S led to greater reductions than E in oxygen consumption, heart rate, blood lactate concentration, and rate of perceived exertion (P<0.05) during the last hour of the prolonged cycling. Further, E+S increased the mean power output during the 5-min all-out trial (from 371 ± 9 to 400 ± 13 W, P<0.05), while no change occurred in E. In conclusion, adding strength training to usual endurance training improves leg strength and 5-min all-out performance following 185 min of cycling in well-trained cyclists.
Dia 27 e nada de post novo... o que será que houve? ;-) em tempo, dêem uma olhada em:
ResponderExcluirhttp://www.sportsscientists.com/
Abraço
F